"É a imagem na mente que nos une aos tesouros perdidos, mas é a perda que dá forma à imagem." Colette
sábado, julho 21, 2007
Mudanças...
Por isso, mudei o nome e o endereço.
Para aqueles que se interessarem é:http://gnossiennes5.blogspot.com/
Espero por vocês lá!
quinta-feira, junho 07, 2007
Rua Ramalhete
De uma rua e seus ramalhetes,
O amor anotado em bilhetes,
Daquelas tardes.
No muro do Sacré-Coeur,
De uniforme e olhar de rapina,
Nossos bailes no clube da esquina,
Quanta saudade!
Muito prazer, vamos dançar
Que eu vou falar no seu ouvido
Coisas que vão fazer você tremer dentro do vestido,
Vamos deixar tudo rolar;
E o som dos Beatles na vitrola.
Será que algum dia eles vêm aí
Cantar as canções que a gente quer ouvir?
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Porque eu estou nostálgica hoje e precisando ouvir música.
segunda-feira, maio 14, 2007
Mais uma partida...
terça-feira, maio 08, 2007
Médico também fica doente?
segunda-feira, abril 16, 2007
Sono...
Ficou triste quando um paciente idoso partiu. E, a partir daí começou a pensar mais na sua viagem. Dizia que não podia morrer neste momento, que ainda tinha coisas para fazer.
Foi deitar na véspera daquele dia, apesar de saber que não pegaria no sono, que brigaria novamente com a medicação, mesmo que sem querer. Seu pai era seu cuidador e seguia o pacto do silêncio.
No dia seguinte ele diz que ela finalmente dormiu, por volta das 5 da manhã.
- Estava muito cansada, fazia noites que não pregava os olhos. Agora ela está dormindo como uma pedra, disse-me ele com olhinhos esperançosos.
Fomos vê-la. Sem motivo algum, ela havia desligado o botão. Estava tranqüila, com seus sinais vitais normais, parecia dormir. Entrou em coma e morreu no final daquele dia.
Ninguém acreditou.
domingo, abril 15, 2007
quinta-feira, abril 05, 2007
Páscoa...

sábado, março 17, 2007
Juízo de valores?

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segunda-feira, março 12, 2007
Pelicano....
sábado, fevereiro 17, 2007
Seis e meia...

Toca o despertador e a gata me olha, boceja e volta a se encolher. Fico mais meia-hora.na cama. E perco a hora.
Banho rápido, correria, faço o café e esqueço a cafeteira ligada, sem tomar o café.
Logo na porta de casa já percebo que o trânsito está infernal. Chego atrasada, desisto de parar para tomar aquele café que deixei de tomar em casa. Subo imediatamente ao nono andar do hospital, encontro meu paciente bem.
- Quero comer, sussurra ele, que não tem mais voz para falar.
Mando o coitado para casa. Já era tempo...
Saio correndo escadas abaixo, até o estacionamento e penso que quando chegar no setor de cuidados paliativos poderei tomar aquele café. Ilusão minha.
Temos novos pacientes, tenho de fazer a história deles, rever medicações, conversar com familiares. E um paciente, o mais antigo da casa, que entrou em processo de morte. Acolho sua esposa, conversamos um pouco e ela se mostra resignada
- Doutora, eu entreguei nas mãos de deus, porque agora sei que não tem mais jeito, ela me diz chorosa. Não sei, penso comigo. Ele mais parece uma fênix, tudo é possível, inclusive estar de pé amanhã.
Subo para examinar os outros pacientes. Um deles, subitamente, deixou de fumar, está confuso, mas completamente sem dor. E com um apetite voraz e inexplicável. Abre seus grandes olhos azuis, me olha, sorri e fala palavras desconexas.
- Mas, parou de fumar, como assim?
- Não sei, doutora, de repente disse que não tinha mais vontade. Fumou o último ontem.
Mau sinal, penso eu.
quarta-feira, janeiro 03, 2007
[O post que sumiu......]
sábado, dezembro 23, 2006
Pausa...

Pausa em Cuidados Paliativos. Retorno na terça-feira, pós-Natal...
No momento eu me dedico a cuidar de um paciente que tem chance de cura, cuja cirurgia foi há uma semana. Ele teve alta, teve uma complicação estúpida no dia seguinte e retornou ao hospital. Passará o Natal lá, comigo.
Há dois dias acolhi a filha de uma paciente que acabava de entrar em processo de morte. A mãe, a paciente, sempre protegeu a filha, perfeita irresponsável. A mãe também foi como a filha um dia. Daí aquela afirmação de que seremos iguais à nossa mãe com o passar dos anos. Ou que somos iguais, isso é fato.
Conversei com ela, que parasse de forçar a mãe a ingerir alimentos, pois ela não tinha vontade, sequer necessidade de comer. Disse que deveria permanecer mais ao seu lado ( da mãe) e que conversasse com ela, mesmo que não obtivesse resposta.
A reação foi tão surpreendente. Ela saiu pulando feito uma criança que espera pelo Papai Noel, numa total negação do que estava por acontecer.
Não sei como está nossa paciente neste momento. Se já partiu, ou permanece quietinha em seu leito, sem querer partilhar algo com quem quer que seja. Outra médica estará de plantão...Porém, sinto que ela já se foi.
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Um bom Natal!
Com harmonia, paz e tranqüilidade.
sexta-feira, dezembro 15, 2006
Do they know it´s Christmas time
terça-feira, novembro 28, 2006
sábado, novembro 18, 2006
Sobre história....
domingo, novembro 05, 2006
Novembro...

Novembro é um mês que costuma chover bastante. Um mês chato. Um mês ímpar, com número par de dias. Um mês de muitos feriados. O mês que eu nasci...
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Disse a um colega cirurgião que tenho menos burnout como paliativista que como cirurgiã. É verdade...A gente estressa em cirurgia, tem de tomar decisões em nome de alguém que dorme, anestesiado. Muitas vezes, quando é a mais graduada da equipe, a decisão é toda sua.
Como paliativista a decisão é sempre em equipe. Isso me tranqüiliza um pouco, mas não deixa de me angustiar. Por isso ter menos burnout.
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Fim-de-ano. Festa de Natal promete....Será a minha primeira lá...
domingo, outubro 15, 2006
Estou aqui....

Novos pacientes. Alguns que entram, ficam.....outros que partem.
Mais um me chamando de Doutora Simone. Engraçado isso! Devo ter mesmo cara de Simone.
Ele é muito inteligente, sabe tudo sobre a doença que o consome, mas fizemos um pacto de silêncio: não falamos mais sobre ela. Segue todas as minhas orientações e tem uma necessidade urgente de ler, ler e ler cada vez mais. Não sei se terá tempo, pois os dias passam e seu mal progride. Mas ele tenta...
Muitas vezes olho para minha estante de livros e também acho que não terei vida suficiente para ler todos eles, inclusive a Montanha Mágica, do Thomas Mann, que comecei e parei por três vezes. Até desistir de vez. O mesmo aconteceu com Ulisses, do Joyce.
Aliás, Joyce é um chato.
segunda-feira, setembro 18, 2006
sábado, setembro 16, 2006
Piolim.....
terça-feira, setembro 12, 2006
Amoras....
Tem coisa melhor que comer amoras diretamente da árvore? Não precisa nem lavar, tem que pensar que está limpa e acreditar no poder do seu suco gástrico. Pois é, comi um monte lá, enquanto aguardava os familiares de uma paciente que havia partido fazia pouco tempo. 


